segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Comédia no Cinema 1: A comédia pastelão

O Diabo a Quatro:



Tudo tem um princípio, e de onde vem essa comédia com gags visuais cheias de sincronismo, toda uma verborragia que não nos deixa raciocinar o que foi dito, o andar engraçado do personagem, o total nonsense da situação, o personagem estúpido muito fora da casinha sendo levado a sério numa situação séria!?

Está lá, em meados da década de 30,com os irmãos Marx.

O filme em questão é Diabo a Quatro (Duck Soup, 1933), dizem que o melhor dos irmãos.

Os irmãos Marxs são a típica trupe de humoristas, tal qual o pessoal do Monthy Python ou Os Três Patetas ou ainda Os Trapalhões, mas a diferença é que foram eles que começaram com esse negócio de um conjunto de comediantes.

Os irmãos são: Groucho Marx, o falador, que tem uma metralhadora de tiradas, Chico Marx com seu sotaque italiano, Harpo Marx com suas buzinas que tomavam o lugar de seu falar (embora ele não fosse mudo, claro), e Zeppo Marx, que atuou em poucos filmes.


Chico, Groucho, Harpo e Zeppo


Vindos do teatro Vaudeville, mantiveram a caracterização desse tipo de performance em seus filmes, que geralmente contava com Groucho como protagonista, e Chico e Harpo aparecendo como velhos amigos ou irmão, o Diabo a Quatro foi o último filme que Zeppo apareceu, e bem secundariamente por sinal, depois ele acabou trabalhando sempre atrás dos holofotes na produção.

No filme, Firefly (Groucho Marx) é chamado para comandar uma nação que estava em crise, e acaba se desentendendo com um embaixador de um país vizinho, esse desentendimento irá gerar uma guerra entre os dois países. Chico e Harpo(que fica o tempo todo cortando coisas dos outros com uma tesoura) são dois espiões que tem como missão seguir e descobrir tudo sobre Firefly; e Zeppo é apenas um soldado do país comandado por Groucho, ele aparece com mais destaque no final do filme.

Um dialogo do filme em que Groucho(Firefly) conversa com a Mrs. Teasdale, logo quando ele é declarado chefe da nação:


Firefly: Não que eu me importe, mas onde está seu marido?
Teasdale: Como assim? Ele está morto?
Firefly: Aposto que ele tem usado isso como desculpa.
Teasdale: Eu estava com ele até o seu amargo fim.
Firefly: Não me admira que ele tenha morrido.
Teasdale: Eu o tomei em meus braços e o beijei.
Firefly: Ah, sim! Então foi assassinato. Você casaria comigo? Ele deixou algum dinheiro para você? Responda a segunda pergunta primeiro.


Firefly e Mrs.Teasdale


Era esse o tipo de dialogo que Groucho tinha, além de várias frases espirituosas que ele colecionou em muitos de seus filmes:


“Há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro! Mas, custam tanto!”

“As noivas modernas preferem conservar os buquês e jogar seus maridos fora”

“Não entro para clubes que me aceitam como sócio.”

“Atrás de todo homem bem-sucedido, existe uma mulher. E, atrás desta, existe a mulher dele.”


E por ai vai...

O filme tem momentos impagáveis, repare sempre que Groucho chama por seu automóvel presidencial o que acontece, ou ainda na cena da barraca de limonada e de amendoin o que eles aprontam na troca de chapéu pra cima do vendedor de limonada, que fica doido da vida, ou a melhor de todas, a cena do espelho, em que Harpo tem que se fazer de reflexo para Groucho pois ele tinha quebrado um espelho e não podia ser descoberto pois seria condenado, podem parecer piadas datadas, e são, com certeza você já deve ter visto em algum filme ou desenho ou seriado por ai, acontece que foram eles que começaram isso.


Sketch do espelho


Aliás a influência dos Irmão Marx está explícito em vários filmes ou séries de comédia, de onde você acha que Woddy Allen tirou a idéia de que ser prolixo e fazer digressões em diálogos seria interessante, ou ainda, de onde você acha que veio o modo com que o Pernalonga fica comendo aquela cenoura e andando de um lado pra outro com ela ora na boca mastigando-a ora segurando-a na mão, é tudo cacoete de Groucho.

Diabo a Quatro é um filme para você assistir dando gargalhadas, se você tiver pelo menos um fino senso de humor, irá dar muitas, agora, se você gosta de piadas escatológicas, que frisam a flatulência, o sexo ou coisa assim, é melhor trocar de irmãos, procure os Farelly.



sábado, 7 de junho de 2008

Sobre Guarapuava e alguns lugares!

Trabalho, alunos, professores, faculdade, tempo, preguiça, vocabulário, tudo isso e mais um pouco impossibilita constantes atualizações por aqui, mas as vezes apareço, principalmente numa madrugada de sábado depois de muito lutar para configurar e fazer funcionar a placa de rede no computador para normalizar a internet.
Mas, voltando a Guarapuava depois de muito tempo; faziam meses que queria escrever mais sobre os lugares tão maravilhosos e estonteantes que existem por aqui para diversão da população local e não local.
O primeiro lugar de extasiante divertimento é o tal do Cine XV, lugar este que fica em frente a minha casa, é só eu colocar a cabeça pra fora da janela do meu quarto que enxergo os cartazes dos filmes que irão estrear na sexta-feira, ou dos horários das projeções, ou das promoções vigentes.
O legal do Cine XV começa pelo exterior do prédio, é um daqueles galpões que parece mais que abrigava uma quadra de futebol de salão antes, todo cor laranja escuro, super “bem pintado”, super descolado, o ingresso parece mais um cupom fiscal de supermercado, mas aqueles cupons que você recebe e tem que se esforçar para ler, tamanha falta de tinta da impressora que imprimiu tal coisa, mas enfim isso não importa, o importante é o filme, e é ai que vem o real problema do lugar.
O som, que parece ser um mono disfarçado de stereo, ainda passa, minha audição não é lá das mais exigentes, mas a projeção é terrível, alias, muito terrível, ela é extremamente tremida, seus olhos ficam acompanhando aquele sobe-baixa, sobe-baixa da projeção, começa a dar uma leve dor de cabeça, começa a incomodar, incomodar tanto, que o cérebro acaba por se acostumar com esse sobe-baixa da projeção, e quando você se da conta, pronto, seus olhos já estão sobe-baixa, sobe-baixa, e quando acaba o filme e você sai do cinema, parece que o mundo todo esta tremido, sobe-baixa, sobe-baixa, o mundo todo se transforma num filme exibido no Cine XV, até você se acostumar com o fim do sobe-baixa, claro, tomara que eu esteja em Foz na época do Batman novo.
Outro lugar tão bom quanto o Cine XV de se freqüentar é a tal da Rua XV, o grande centro de encontro da galera mais descolada e bonita da cidade, principalmente num domingo a tarde. Lá de tudo se encontra um pouco, mas a figura típica de tal lugar, é o estudante - de - agronomia - filho - de - fazendeiro - pançudo - que - calça - bota - de - couro - e - ouve - sertanejo - a - toda - estacionado - na - frente - do - cachorro - quente - achando - que - apavora, achando que apavora em todos os sentidos, que ta arrasando com as meninas, que ta arrasando porque ta bebendo um monte de cerveja, que ta arrasando com o look super descolado, que ta arrasando com a ranger do pai, que ta arrasando com a barriga vermelha de fora, que ta arrasando com o chapéu do xororó, que ta arrasando com a mais agradável das musicas a toda com o som toscamente regulado onde só se ouvem um tremidos distorcidos do bumbo da bateria e mais nada. Agradável, agradabilíssimo.
Tem também o Totys, que é o bar na frente da facul, na verdade não tenho nada contra ele, tem a sua cervejinha com o preço dentro dos conformes, tem bastante gente no meio da semana, tem uns carinha que tocam lá de vez em quando um rock n roll, típico lugar que se encontram alunos metidos a intelectualóides, com seus óculos a la Fernando Meirelles, cheio de cores nos aros quadradinhos-xiques discutindo marxismo, indie rock e filminhos que ninguém nunca viu. Tudo bem, com tudo isso eu já me acostumei, agora o que é bastante desagradável no tal do Totys, é que ele tem um horário fixo para nos mandar embora do estabelecimento, que é exatamente as duas da manha, (2:15, 2:20 , 2:25, por ai), é sempre assim, deu esse horário lá vem o véio Toty com a mesma desculpa “olhe rapaziada, tamo cansado, ta tarde, mas amanha vocês voltam que a gente vai abri normal” , claro que vai abrir, e claro que vai nos expulsar de novo as duas da manha. Mas daí a gente vai no Barbyro.
Ah sim, e o único local genuinamente underground rock n roll que existia na cidade fechou, pra completar a diversão.

Meme do livro:

Bom bom, um amigo blogueiro me passou isso, e agora repassarei-o com medo de represarias da vida, a “brincadeira” é a seguinte, abra o livro mais próximo na página 161, leia e copie a 5ª frase completa de tal página, o livro que escolhi é O Evangelho Segundo Jesus Cristo, que estou lendo super devagar, na média de 1 a meio capítulo por dia:

“Jesus gozou do abrigo de um tecto nesta sua primeira noite de viajante.”

Tenho que passar para mais 4 amigos blogueiros, mas como não tenho tanto amigo assim nesse mundão virtual, apenas passo a bola para mais dois: o Igu e a Tati.
Enjoy!

domingo, 13 de janeiro de 2008

2 * 2 = 4

Mais um dia... desde que eu voltei das férias, eu percebi uma coisa, eu preciso de féris... as vezes trabalhar de manhã de tarde e de noite é um pouco cansativo, mas só um pouco! O lado positivo das minhas férias (não as que eu preciso tirar!) é que deu pra eu colocar em dia a leitura e ver os filmes de 2007, então ai vai dois livros e dois filmes:



Dois Livros:



-Harry Potter e as Relíquias da Morte-



Tudo bem, tudo bem, é que eu precisava ler esse livro, era o último, quando eu li o primeiro eu lembro que estava no colégio ainda, agora to tentando a 4ª faculdade, é tempo, e como toda história tem um fim, confesso que estava ávido para saber o fim desta.
O livro mantém o ritmo de sempre, um pouco mais arrastado, a parte de Harry acampando e fugindo se estende um pouco demais, as Horcruxes tão dificeis de serem achadas e destruidas acabam sendo relativamente faceis de se alcancarem no final, os personagens previsiveis de sempre, sem um aprofundamento maior de um ou outro, vilão é vilão e só pensa no mal e mocinho é a justiça em pessoa, com exceção é claro de Snape, o único personagem que se salva, que tem um aprofundamento acima do normal para a série, e até o último momento não sabemos de que lado ele está, pena que ele aparece pouco no livro, mas é disparado o melhor momento da leitura.
Agora a batalha final é um fiasco... Harry ganha com um expelerium (acho que é assim que se escreve!), soh para ficar claro que esta é sua "assinatura"... sei la...
Mas enfim, uma leitura agradável para passar o tempo.



-O Caçador de Pipas-



Esse tava lá em casa de bobeira e aproveitei para ler.
A história começa muito boa, descrevendo o Afeganistão, suas ruas e lugares, seus costumes, sua culura, tudo muito bonito e fascinate... isso na década de 70, hoje em dia a gente sabe como as coisas são por lá.
A história de dois amigos de infância, que se separam e um morre e deixa um filho para o outro cuidar posteriormente, vulgarmente resumindo é isso, não é a coisa mais lírica e com linguagem mais rebuscada do mundo, se o Dan Brown escrevesse dramas ao invés de teorias da conspiração seria algo como o Caçador de Pipas, então já da pra imaginar como é o livro, fácil leitura, com uma história que acaba cativando.
O que eu acho é o seguinte, o livro é bom até o mocinho brigar com um cara do Talibã, depois vira uma melação, muito açúcar, minha glicose foi lá em cima, parece que o Khaled Hosseini (o autor!) se perdeu, e ficou num lenga lenga, arrastando até terminar o livro com um finalzinho xoxo, sem sal e previsivel!
Mas também foi agradável para passar o tempo!



Dois filmes



-Harry Potter e a Ordem da Fênix-



Começou bem, Harry encarando o Duda e sua turma, lugar bem aberto, do nada, Dementadores, patronos e coisa e tals... depois... o mesmo que os outros filmes, o ator que faz o Harry ruim como sempre, Emma Watson que parece que nunca vai, o garoto que faz o Ronny pior do que nunca, e os atores bom, de canto... tentando dar um folêgo pra série. O problema maior realmente é o trio principal... ahhh se desse para fazer um câmbio nessa altura do campeonato.
O que eu achei legal foi o final, na parte que Harry e a Armada estão na sala com as esferas contendo as profecias, um correria, musiquinha legal, luta dos bruxos, efeitos, culminado com a luta do Dumbledore e do Voldemort, muito bom, mas só para quem entende a série e leu os livros, acho!



-Alpha Dog-



História de traficantes manos braquelos, que sequestram um garoto e o garoto acaba ficando amigo deles e vice-versa, mas eles tem que matar o moleque.
Roteiro baseado em fatos reais, até que funciona, o Justin Timberlake até que não fez nada de errado, muito boa sua atuação, bastante tempo em cena, e ver todo o vislumbre do garoto sequestrado (esqueci o nome dele!) é bem interessante, o melhor ainda é ver uma Sharon Stone cheio de maquiagem, e com uma boa atuação, se bem que as vezes me pareceu meio forçado certas coisas, mas no geral um bom filme.



Começei a ficar com sono agora no final... bom!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

"me sacode as 6 horas da manhã..."


Madrugada de quinta-feira 02:15, horário de verão, horário da chateação, lá pelas meia noite e tanta eu fui deitar e conseqüentemente dormir, essa foi minha intenção, mera ilusão, agora não durmo de jeito nenhum, quer dizer, até o sono bater realmente, mas hoje era dia de butequeada, mas a rapaziada desistiu, eu poderia estar voltando para casa agora e cair na cama, pelo meu então grau de álcool no sangue, é praticamente certo que dormiria, mas não, estava a quase duas horas deitado e nada, só rolando de um lado pro outro, pensei que uma leitura ajudaria, mas como não tinha nenhum livro pela metade, não queria começar um, um conto talvez, peguei primeiras histórias do Guimarães Rosa, leio o primeiro conto que abrir, deu no conto do cavalo que bebia cerveja, mmm... cerveja, não passei da primeira página, aquela leitura esquisita de neologismos e sotaques estava complicado demais pro meu gosto nessa altura, fui tocar violão, baixinho claro, senão a véia carcumida vem carcome meus ouvidos, uma do led e outra do floyd, durou uns dez minutos, cansei, de violão, sem sono ainda, escutar umas musiquinhas, radiohead, disco novo, interessante, claro, não ganha de ok computer, mas é construtivo, acho, pelo menos esse ato de fazer um post novo, me consumiu uns 15 minutos, mas o sono não vem, amanha tenho que acordar cedo, queria férias desse ano!




terça-feira, 9 de outubro de 2007

Santo de casa não faz milagre!


Certo dia, estava eu e meu primo passeando nos maravilhosos corredores alimentícios de um dos monopolizantes mercados do grupo superpão, aqui de Guarapuava, e nos demos pela falta de arroz em nossa cozinha, como iríamos almoçar sem o bendito arroz nosso de cada dia, e então nos dirigimos para a sessão onde se encontrava o dito cujo, e lá estava uma daquelas promoters de produtos de mercado.

Nos dirigimos aos pacotes de arroz, quando a promoter nos aborda, vocês não gostariam de levar um dos nossos arrozes(... plural de arroz!? :P) e bla bla bla, mas o arroz dela era quase 50% mais caro do que o que a gente iria levar, mas ela insistentemente ficava falando das maravilhas do arroz e disse ainda que se levássemos o arroz dela de 5KG, ganharíamos uma amostra grátis de 300g ( bom, não sei qual a utilidade da amostra grátis vir junto com o produto comprado, além de levar mais 300g), foi quando ela deu sua cartada final para nos convencer, mas esse arroz aqui é milagroso, nossa... arroz milagroso, milagrento, pensei, esse arroz tem a capacidade de duplicar sua capacidade, explicou a promoter, e ela explicou ainda como fazer o arroz, que é igual qualquer fazeção de arroz por ai, mas o importante mesmo era a sua capacidade de multiplicação, quer dizer então que na verdade comprando aquele pacote de arroz levaríamos não 5, mas 10 kg de arroz, realmente era uma proposta quase irresistível, eu disse quase, como quando a esmola é demais o santo desconfia, desconfiamos, mas demos então a nosso cartada, eu disse, então me dê a amostra grátis e se realmente for assim tão milagrento a gente volta e compra dois pacotes, dito e feito, ganhamos a amostra grátis, que agora sim se mostrava grátis, e fomos a comprovação de suas propriedades milagrentas.

Chegando em casa, comprovo que as 300g eram iguais a duas xícaras minha de medição de arroz, que era por sinal, a quantidade média de arroz feita aqui em casa, então foi feito todo o pacote, se as predições de milagre da promoter estiverem corretas, era para minha panela de arroz transbordar e fazer a maior meleca no fogão, e era realmente isso que eu queria ver, o milagre acontecendo ali na minha frente, na minha cozinha, mera ilusão!

Não aconteceu a sensação de frustração, mas sim de comprovação, comprovei que para mim, o melhor arroz ainda é o mais barato!

E agora:




Pronto, só para sair do limbo um pouco!


domingo, 22 de julho de 2007

Velhas constatações, homenagem e um pouco de pessimismo.


Há muito, muito tempo atrás num post distante cá estava eu, por uma certa tendência momentânea, escrevendo o post anterior, e assim como várias bandas têm a síndrome do segundo disco eu ando com a síndrome do segundo post, por isso para acabar logo com essa balela resolvi deixar a preguiça de lado por um tempo e escrever isto que está por vir.

Sobre Guarapuava e seus habitantes:

O que falar dessa cidade que tão bem me acolheu, de braços abertos e sem perguntar o por quê de nada? Muitas coisas!!!

Nesses últimos meses tive muitas experiências interessantes na sociedade guarapuavinski, uma delas é que eu ando percebendo que certas pessoas por aqui ainda tem uma visão um pouco limitada da vida, do universo e de tudo mais, visão essa que me deixa sempre pensando o por quê de muitas coisas, coisas essas que eu não consigo achar respostas de jeito nenhum, coisas, coisas e mais coisas!

Outra coisa que estive constatando aqui com uns amigos meus é o tamanho das calçadas por aqui, talvez esse fato possa parecer irrelevante num primeiro momento, mas realmente fica impossível você querer andar com mais três pessoas ao seu lado todas caminhando na calçada, ou tem que se fazer uma fila indiana ou senão alguém vai pro asfalto, geralmente o asfalto vence.

E se não bastasse o tamanho reduzido da área das calçadas, as poucas calçadas com um tamanho abençoado estão sujeitas a ficarem cheia de indivíduos mal encarados - maloqueiros mesmo - pois é, a pacata e calma Guarapuava parece que esta começando a virar um pequeno antro de gente dessa estirpe. Mas o progresso é isso mesmo.

E claro, não poderia deixar de falar das farmácias daqui, abriu uma na esquina de casa, e no dia da inauguração se você comprasse qualquer coisa do estabelecimento ganhava um boné, puro marketing agressivo. Agora sim, em todas as esquinas da quadra tem uma farmácia!!

E por falar em marketing, outra coisa bem notória por aqui é que os publicitários bons vão embora e só sobram os de segunda linha pra trabalhar por aqui, digo isso pela qualidade dos comerciais antes do filme no cinema que tem por aqui, cineminha legal, ambiente agradável e tal, mas as propagandas antes do inicio dos filmes, são de longe uma das coisa mais engraçadas que tem por aqui, nem vou entrar nos detalhes das propagandas para evitar assuntos trachera!!!

Mas a cidade esta indo, e eu indo no ritmo dela, geralmente me vem um sensação amarga quando acordo para ir trabalhar, mas às vezes essa sensação não aparece, sinal de que estou começando a me adaptar.

1967

E em 67, é lançado um disco de uma certa banda, que abalaria o modo de se ver uma guitarra no rock n’ roll, sim uma guitarra!!! Tudo bem em 67 foi lançado Sgt Peppers, foi lançado Piper at the Gates of Dawn, estréia dos Doors, Cream lançava Disraeli Gears, Velvet Underground estava começando, mas também um certo Are You Experience estava saindo do forno e chegando as lojas mostrando como que as coisas seriam dali pra frente, a partir dali rock n’ roll e guitarra praticamente viraram sinônimo, a partir dali estava exposto ao mundo um dos maiores ícones que a musica já produziu, a partir dali nascia o guitar hero, a partir dali o mundo conhece alguém chamado James Marshall Hendrix.



Eu só não queria deixar passar em branco isso, porque já fazem 40 anos, e em 40 anos, nada de tão extraordinário aconteceu, e até bandas que dizem pertencer ao rock n’ roll tiveram a audácia de lançar discos sem guitarra alguma, quem saiba eu seja um nostálgico, um ranzinza, mas rock sem seis cordas, não é rock pra mim, e tenho dito.

"So foul and fair a day I have not seen"

Macbeth, Ato 1, Cena 3

Primeira fala de Macbeth, na referida peça de Shakespeare, ( também utilizada por um personagem, não lembro qual, do filme Elephant).

Pois é o futuro está ai, a vida passando pelos meus olhos e eu aqui sempre com essa sensação de estar parado, de que falta algo, alguma significância para tudo isso, para tudo o que me cerca, para tudo o que sinto e o que vejo.

As vezes fico olhando as estrelas e o horizonte, toda a imensidão que essa imagem me apresenta e me pego pensando o porque de tudo isso, fico pensado o quão grande é o universo, e qual é a nossa razão de estar inserido nele, somos muito pequenos, imperceptíveis, dispensáveis, fico imaginando porque somos tão limitados, em todos os sentidos, físico e intelectualmente, por que pensamos, por que pensamos o que pensamos, qual a necessidade disso, se somos incapazes de sair daqui, se somos obrigados a viver por aqui, mesmo contra nossa vontade, se somos obrigados a viver em um mundo como esse, onde o poder é prepotente, onde poucos mandam em milhões, ninguém quer ajudar os outros, não há motivos para isso, todos querem obter vantagem, todos querem algo para si, vivemos em sociedade, uma sociedade individualista, descaracterizando o termo, um mundo que não merecia existir, mas existe, nesse enorme universo é justo nesse mundo em que vivemos, triste constatação, somos humanos.

Talvez eu esteja pessimista, ou talvez, o mundo é que seja péssimo.

Ultimamente, ando pensando igual o Kafka “somente a literatura me interessa, o resto, até conversa sobre literatura, me desagrada”, pelo menos nela ando achando um alivio.



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*bah sei la, no final fiquei meio clichê mesmo, mas eu precisava.

*pronto dois meses depois outro post.

*eu disse que nada de extraordinário aconteceu(eu acho), mas de bom aconteceram várias coisas, como o zeppelin, sabbath, um monte de bandas psicoldélicas por ai, até o nirvana.

*tentarei postar o quanto antes..... e uma coisa menos menos!!!

terça-feira, 8 de maio de 2007

Ainda vivendo aqui!

Tá, tá, tá....
To eu aqui.... pensando em que escrever, com uma certa pressão confesso, certos butinitas estão em cima de mim, falando q está passando meu prazo, que eu tenho q fazer logo um post. Tudo bem então.
Como, eu não tenho inspiração, nem técnica o suficiente pra escrever poesias, ou histórias engraçadas, ou criticas de livros ou cinema, ou falar sobre a programação de domingo na tv, ou falar sobre ursos polares de presente, ou colocar acento no lugar correto, então resolvi contar um pouco sobre o que se passa comigo aqui nesta peculiar cidade: Guarapuava.
Pois nada.
Quero dizer, não que não tenha nada para fazer, é nada de novo, de diferente, por mais que eu vá de um lado para outro nesses últimos cinco anos, basicamente as coisas são todas iguais, na verdade elas tem que ser em certos aspectos iguais, eu tenho que achar um emprego, eu tenho que estudar, eu tenho que ficar sem tempo algum, eu tenho que viver com sono, eu tenho que ficar pensando e pensando e pensando sempre sobre várias coisas que eu nunca vou ter coragem ou tempo para fazer. Esse eterno retorno, me mata. Ooooo... bigodudo falador....
Mas enfim, tirando que aqui está começando a fazer o lendário frio absoluto que tantos temem, é um lugarzinho até que agradável... se você quiser passar frio, claro.
Uma coisa que eu achei interessante que eu fiquei sabendo essa semana, é que aqui em Guarapuava existe uma raça de garotas diferentes de todas que você já viu, são as "incriveis garotas que nao gostam de dar beijo na boca", pois é , foi um amigo meu, numa noite de domingo, depois de interminaveis tentativas de achar um jeito de ganhar dinheiro rapido, me falou essa, que tem um amigo dele que namora com uma menina que naum da beijo nele, nem em ninguem obvio, pois olhe só, q sensação mais nostalgica essa, parece antigamente, quando o máximo que se chegava era andar de maos dadas, e é isso mesmo o que eles fazem, que lindo... e que tédio!
Guarapuava também tem outras coisas legais, como por exemplo, o estabelecimento comercial mais popular da cidade. Você deve estar pensando, é uma mercado, é um bar, é um restaurante, é uma pizzaria, é o cinema, é a igreja no final da rua em frente a praça, mero engano, acertou quem pensou em : Farmácia. Sim, mas acontece que aqui essa referida fármacia, não é só aquele lugar onde vende paracetamol e aspirina e você toma injeção, a conceito de fármacia por aqui é outro, está a anos luz a frente de seu tempo, aqui uma fármacia vende de tudo, você entra em uma farmacia aqui e encontra várias geladeiras de refrigerante e sorvete, encontra estante de revistas e livros, encontra estantes de dvd, encontra caixas automáticos, encontra bolacha, pão, açúcar, leite, ovo, feijão, macarrão, produtos light, jabuticaba, enfim de tudo, até mesmo um famaceutico, q as vezes, vende algum comprimido. E elas tem rede espalhadas por toda a cidade, e quando eu digo em toda a cidade eu digo em todas as esquinas de todas as quadras da cidade, além de que uma determinada farmacia aqui é o unico estabelecimento que trabalha oficialmente 24 horas por dia, mas mesmo assim, tem cadiado e trancas nas portas... coisas.
As outras peculiariedades... eu conto depois....


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* Pronto seus butinitas.
*Agora vamu faze um blog pra todos os butinitas postarem.
*Otro dia eu conto a história dos butinitas, é muito triste.
*E eu tenho que conta do zelador carcumido, e do domingo velho-oeste, e dos incriveis mercados que fecham.
*Por enquanto é por enquanto!